Como é que se transforma algo tão sério como a cibersegurança em algo envolvente e divertido e, ao fazê-lo, se cria uma cultura de sensibilização para a segurança?
Conseguir rir com os teus colegas de trabalho pode ajudar-te a lidar com os altos e baixos da vida profissional. Um pouco de diversão também pode fazer a diferença entre uma aula enfadonha e algo que fica na memória de quem está a aprender. Mas só de leres a expressão «consciencialização sobre segurança» já te dá vontade de bocejar e as tuas pálpebras fecham-se.
Algumas ideias para tornar a formação em sensibilização para a segurança mais divertida
A formação em sensibilização para a segurança serve para criar uma cultura de segurança. Sensibilizar os colaboradores para os perigos das ameaças à cibersegurança garante que todos, em toda a organização, saibam como tornar o seu ambiente de trabalho mais seguro.
Mas a cibersegurança não costuma ser vista como algo divertido. Basta pensar em segurança para que, sejamos sinceros, muitos de nós fiquem com vontade de voltar para casa, deitar-se na cama e esconder-se debaixo dos cobertores. Mas, com um pouco de humor, aquele bocejo de «consciencialização de segurança» pode transformar-se num sorriso de «consciencialização de segurança».
O objetivo da educação em segurança é criar uma cultura de sensibilização para a segurança: todos sabemos que, quando a aprendizagem é divertida, é mais provável que fique na memória. E há imensas provas científicas que sustentam isto, mostrando que adicionar um pouco de diversão à aprendizagem compensa.
Eis um exemplo: uma disciplina que se pode dizer ser ainda mais árida do que a segurança é a estatística. Um estudo publicado no Journal of Statistics Education explorou o uso do humor e da diversão para melhorar os resultados de aprendizagem dos estudantes de estatística. O estudo concluiu que o humor era uma das«cinco intervenções mais importantes»para ajudar os estudantes a aprender de forma mais eficaz; o humor ajudava a aliviar a ansiedade na aprendizagem da disciplina.
Da mesma forma, ao sensibilizar os colaboradores para os perigos das ameaças à cibersegurança, incluindo o phishing e a engenharia social, o humor pode ajudar imenso a fazer com que estes temas áridos e muitas vezes complexos fiquem gravados na memória dos colaboradores.
Aqui estão algumas ideias sobre como usar a diversão e os jogos para consolidar a tua cultura de sensibilização para a segurança.
Faz com que as pessoas falem sobre segurança
O humor pode ser uma ótima forma de quebrar o gelo e criar laços. Para dar início à conversa sobre questões de segurança, inclui algumas piadas nas sessões de formação. Uma forma de o fazer é usar recursos visuais, e um desses recursos que tem um apelo universal é o «meme engraçado».
Os memes são ótimos para aprender coisas novas, porque ficam na memória. A Internet está cheia de memes sobre todos os assuntos, desde gatos a bebés e até à cibersegurança. Os cartazes de formação em sensibilização para a segurança que usam memes podem ser ótimos para chamar a atenção do leitor com uma citação engraçada e, depois, aprofundar os detalhes de uma questão de sensibilização para a segurança. Cria uma série de cartazes de segurança, cada um baseado num meme diferente que se concentre numa questão fundamental, como uma boa política de palavras-passe.
Se precisares de inspiração, dá uma olhadela nesta lista dos dez melhores memes sobre segurança: Os 10 melhores memes sobre cibersegurança
«Foge dos cibercriminosos!»
As pessoas adoram o conceito das salas de fuga, como comprovam as 1500 salas de fuga espalhadas por todo o Reino Unido. A razão para esta popularidade deve-se, muito provavelmente, ao trabalho em equipa necessário para resolver um enigma. Concentrar-se num problema com outras pessoas pode ser divertido, além de ajudar a criar uma cultura de sensibilização para a segurança e a fortalecer as relações.
Ao criares um programa de formação em sensibilização para a segurança, usa tarefas interativas e quebra-cabeças num contexto de equipa. Pensa em formas de introduzir um elemento de medo ou de «perseguição» para chamar a atenção dos colaboradores para os tipos de métodos de ataque que os cibercriminosos usam. Tenta dividir o grupo em dois e fazer com que um grupo represente os cibercriminosos e o outro as «vítimas» — define a tarefa de usar «engenharia social» para influenciar o grupo que representa as «vítimas».
Troca as equipas para garantir que todos tenham a oportunidade de pensar como um burlão – ao pensar como um cibercriminoso, o colaborador vai começar a perceber como é que os cibercriminosos agem e como é que a manipulação acontece.
Diversão e jogos para criar uma cultura de sensibilização para a segurança
No fundo, somos todos só umas crianças grandes.
Usar jogos para ajudar as pessoas a aprender é algo que contribui para consolidar a compreensão humana. A área da Teoria da Aprendizagem Baseada em Jogos descreve a aprendizagem gamificada como «experiencial». Este tipo de aprendizagem é eficaz, pois cria experiências através de jogos de representação e outros jogos.
Um estudo intitulado «Gamificação da Sensibilização e Formação em Segurança da Informação”, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, concluiu que «…afirmou-se que um elevado nível de interatividade poderia potencialmente compensar parte do tédio do e-learning».
Ao criar uma cultura de sensibilização para a segurança, certifica-te de que incluíste muitos elementos interativos que sejam divertidos e que usem o humor para criar memórias. Não esperes que se desenvolva uma cultura de sensibilização para a segurança se os colaboradores forem obrigados a ficar sentados em escritórios abafados a ouvir palestras enfadonhas. Um bom programa de formação em sensibilização para a segurança vai oferecer vídeos interativos centrados nas pessoas e que tornem a aprendizagem divertida.
É difícil criar um quadro eficaz para uma cultura de sensibilização para a segurança. Mas, ao envolver os colaboradores em eventos divertidos e memoráveis, é mais provável que uma empresa consiga ultrapassar a barreira do tédio.
Num contexto em que a cibersegurança afeta todas as empresas e em que as perdas causadas por phishing e ransomware são astronómicas, é importante proteger a tua organização. Esta preparação para enfrentar as ameaças tem de incluir os teus colaboradores.
Ao recorrer ao humor, uma organização consegue tornar o conceito de segurança um objetivo de todos e fazer com que as pessoas falem sobre o assunto, em vez de adormecerem só de ouvir falar nisso.